APRESENTAÇÃO - MOVIMENTO PARA CENA II
CURITIBA, 21 DE ABRIL DE 2015.
pontifícia universidade
católica do paraná
escola de comunicação e
artes
curso bacharel em teatro
movimento para cena II
contact improvisation
apresentação
|
Esse relatório deverá apontar de
forma resumida os aspectos relevantes do processo criativo, assim como o
conteúdo estudado contribuiu para a realização do trabalho e o
desenvolvimento das habilidades expressivas e comunicativas corporais.
|
|
Descrição:
|
|
O exercício deverá ser realizado
em grupos de 04 integrantes pré-definidos pelo professor.
Cada grupo deverá criar uma composição dramática cujo foco é o movimento corporal. Essa composição deve necessariamente incluir a aplicação teórico-prática dos pincípios de improvisação estudados nessa unidade, além de princípios de ação corporal como ação dramática, postura, gesto e ação física. A composição resultante desse exercício poderá ser utilizada como base do trabalho da 1ª avaliação presencial do semestre. |
Cobaias. Ao som de John Cage somos
seres, humanos ou não, de laboratório interagindo com objetos de cunho
pedagógico através dos quais estudiosos buscam descobrir nossa capacidade
cognitiva.
Da relação com esses objetos e sua
exploração cada um dos atores parte de um ponto de contato diferente e realiza
ações diversas, utilizando-se, conjuntamente, da forma fluída, da forma linear
ou arcada e da forma tridimensional.
Destaca-se também que cada uma das
cobaias dá enfoque apenas a uma determinada parte do corpo, quais sejam,
cabeça, pernas, pés, interagem com os objetos a partir de ações diferentes.
Usando para isso o peso destes objetos, o tamanho deles, e tentando assim a
assimilação e adaptação em relação a esses objetos. Equilíbrio, desequilíbrio,
suporte.
A partitura física do Heleno parte dos
membros inferiores, principalmente os pés, para interagir com os objetos
apresentados: rolando com o brinquedo, pivoteando com a bola e deslizando com o
cubo de madeira.
A partitura física da Denise, parte dos
pés em contato com a bolinha, descendo, rodopiando, usando o plano do chão,
estendendo a outros membros possíveis do corpo. Depois, sincronicamente, com o
cubo de madeira. Sempre buscando uma tentativa maior de adaptação e interação,
numa razão de peso, intensidade, velocidade.
A partitura física do Anderson parte dos
membros superiores, cabeça, pescoço, utilizando a boca para movimentar os pinos
e rodelas. Movimento mais complexo que exige maior concentração envolvendo
músculos da face que ordinariamente utilizamos com menos frequência. No segundo
momento, sincronizando, utilizando outro objeto, o cubo e a bola.
Ao final, os três partem para o contato
improvisação, tendo como ponto de contato a parte do corpo que utilizaram na
relação com os objetos em cena, buscando na tridimensionalidade a forma ideal
de compreensão do ser vivo.
Os contatistas alunos, ampliarão seus
movimentos, com uso de outros planos, num monólogo, voltando depois a interagir
com o grupo no centro. Assimilando as várias possibilidades desta interelação.
“A ideologia do Contato
Improvisação define o dançarino em termos de ação e sensação do
corpo
e não de aparência. Isto promove a aceitação e inclusão de uma
maior variedade de talentos e de tipos de corpos. O ideal no Contato
Improvisação
é um íntimo e sincero diálogo entre duas pessoas por meio da
interação
entre seus corpos, cooperando com as leis da física e evocando
imagens de
camaradagem,
jogo, brincadeira, educação, cuidado, esporte, sexo e amor.”
“Por causa da sua base em noções físicas de sentir internamente
o
peso
e o toque, o quanto o Contato Improvisação havia misturado ou combinado a dança
com o esporte e a arte com a socialização.”
(LEITE, Fernanda Hubner de Carvalho. Contato improvisação
(contact improvisation)
um diálogo em dança.)



Comentários
Postar um comentário